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A melhoria de técnicas adequadas de pós-colheita é fundamental para a inserção dos frutos de tangerinas Ponkan e Decopon. As técnicas utilizadas no processo de pós-colheita devem agregar aos produtos diferenciais de qualidade que por meio de procedimentos de certificação exigidos atualmente, irão assegurar a confiança destes mercados.
As novas formulações com diferentes produtos de ceras, as quais estão sendo desenvolvidas no Centro, pretendem atender aos protocolos impostos internacionalmente e no mercado interno, como também o atendimento da segurança alimentar, que deverão estar adequados às variedades de citros e às condições locais de produção no Estado de São Paulo e demais regiões brasileiras, permitindo a obtenção de frutos com boa aparência e mínima alteração de sabor.
No Brasil as informações disponíveis sobre ceras são insuficientes, principalmente com relação aos frutos de citros. As ceras mais conhecidas e comercializadas atualmente no Brasil são na maioria importadas. A pesquisa apoiada pela Fapesp objetiva avaliar novas formulações de ceras, especialmente para tangerina Ponkan e Decopon. Para tanto, estão sendo avaliadas a qualidade interna e externa dos frutos, utilizando-se de parâmetros físico-químicos, como brilho, textura, sabor e desidratação dos frutos e aparecimento de sabores e odores desagradáveis. As avaliações são feitas em condições de câmara de armazenamento no Laboratório de Tecnologia Pós Colheita do Centro.
Simultaneamente está sendo avaliada o efeito dessas novas formulações de ceras na suscetibilidade de doenças de pós colheita, uma vez que o objetivo geral do trabalho é estabelecer um novo pacote de manejo de fruta em pós colheita, garantindo qualidade e tempo de armazenamento. Para garantir que os cultivares em estudo e oriundos de diferentes áreas de produção, eles estão sendo continuamente genotipados com marcadores de DNA.
Considerando a importância da citricultura como uma das principais atividades em fruticultura, é razoável supor que as informações que aqui serão geradas terão ampla utilização no contexto interno de comercialização de frutas frescas. Deve-se considerar também que esse projeto não se encerra nele mesmo. Ele faz parte de um conjunto de trabalhos que vêem sendo desenvolvidos no Laboratório de Pós-colheita deste centro e que visam estabelecer tecnologias que melhor atendam as demandas da citricultura de mesa, seja para mercado interno ou externo.
Coordenação: Lenice Magali do Nascimento.
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